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11/30/2006 TENTATIVA TEÓRICA - AS FASES DA BEBEDEIRAÉ muito simples.
Os bêbados - nós - passam por diferentes fases durante seu processo de inebriamento. Sobretudo quando estão em grupo.
Primeiro, é a fase da euforia: a bebida desce como água, todos riem e parecem de bem com a vida. Todos falam ao mesmo tempo, talvez em duplas ou trios independentes. Alguns fazem um esforço comovente para parecerem simpáticos. Isso dura algumas garrafas, até que vem a fase dois.
Dois: nessa fase, o papo passa a ficar mais concentrado, com as pessoas gritando para se fazerem ouvir por todos. Alguns já nem conversam mais, apenas bebem. Contam-se piadas que sempre fazem sucesso, mesmo que não haja graça. É o sinal para entrar na fase seguinte.
Terceira fase: a conversa fica séria, grandes problemas sociais, econômicos e culturais são debatidos, e mais: soluções são apresentadas, sendo aprovadas em unânime na maioria das vezes. Mas há debates, controvérsias, como se fosse um animado simpósio. Citações filosófocas podem ocorrer, dependendo do nível cultural dos bebuns. Se for baixo, as citações variam entre Paulo Santana e Lasier Martins, entre outros.
Quatro: depois de concluírem que o mundo/país/estado/bairro/ponta-esquerda do time da rua não tem jeito, os bebuns, já devidamente embriagados a essa altura, deprimem-se. Passam a relatar, um por um, seus fracassos, suas decepções, sendo ouvidos com muita atenção pelos demais. Surge comoção e solidariedade. "Nunca passei num vestibular", "Sempre quis ter um Monza", "Nunca tive um canivete"...
Depois disso, normalmente as pessoas vão para suas casas, onde felizmente descansarão para não lembrarem de tudo isso. Por que,s e lembrassem, parariam de beber na hora.
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